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5 fevereiro, 2026 | Notícias

Reporte ESG, CSRD e métricas: desafios e exigências para as empresas

O reporte ESG tem vindo a assumir um papel central no enquadramento regulatório e na relação das empresas com investidores, entidades financeiras e autoridades públicas. Com a entrada em vigor da Diretiva de Reporte de Sustentabilidade Corporativa (CSRD – Corporate Sustainability Reporting Directive), a União Europeia estabeleceu um novo patamar de exigência, alargando significativamente o número de empresas obrigadas a reportar informação detalhada sobre sustentabilidade.

A CSRD reforça e substitui a anterior Diretiva de Informação Não Financeira, introduzindo requisitos mais rigorosos em matéria de conteúdo, normalização, fiabilidade e comparabilidade da informação ESG. O objetivo é garantir que os dados divulgados pelas empresas sejam consistentes, verificáveis e relevantes para a tomada de decisão, reduzindo o risco de práticas pouco transparentes e assegurando maior credibilidade ao reporte.

Um dos princípios centrais da CSRD é o conceito de dupla materialidade. As empresas passam a ter de avaliar, por um lado, como as questões ambientais, sociais e de governança afetam o seu desempenho, posição financeira e perspetivas futuras e, por outro, qual o impacto das suas atividades no ambiente e na sociedade. Esta abordagem exige uma análise estruturada e transversal, envolvendo diferentes áreas da organização.

O reporte ao abrigo da CSRD assenta nos European Sustainability Reporting Standards (ESRS), que definem indicadores, métricas e requisitos de divulgação específicos para cada dimensão do ESG. Estes standards abrangem temas como alterações climáticas, uso de recursos, biodiversidade, trabalhadores, cadeias de valor, conduta empresarial e sistemas de governação. A complexidade e o volume de informação exigidos representam um desafio relevante, sobretudo para empresas que ainda não dispõem de processos internos consolidados.

A medição e a qualidade das métricas ESG tornam-se, assim, elementos críticos. Indicadores como emissões de gases com efeito de estufa, consumo energético, políticas de diversidade, práticas laborais, estrutura de governação e mecanismos de controlo interno devem ser recolhidos de forma consistente, documentada e auditável. A ausência de dados fiáveis compromete não só o cumprimento regulatório, mas também a credibilidade da empresa junto dos seus stakeholders.

Outro aspeto relevante introduzido pela CSRD é a integração do reporte ESG nos relatórios de gestão, reforçando a ligação entre sustentabilidade e desempenho económico-financeiro. A informação passa a estar sujeita a verificação externa, o que aumenta a necessidade de rigor, rastreabilidade e alinhamento entre estratégia, operações e reporte.

Neste contexto, a tecnologia assume um papel determinante. Ferramentas digitais permitem centralizar dados, automatizar recolhas, garantir coerência entre indicadores e facilitar o acompanhamento contínuo do desempenho ESG. Sem este suporte, o cumprimento dos requisitos da CSRD tende a tornar-se um processo oneroso, fragmentado e suscetível a erros.

A BWTC responde a estes desafios através da plataforma ESG BUSINESS, uma solução tecnológica concebida para apoiar as empresas na recolha, análise e monitorização de métricas ESG. A plataforma permite estruturar indicadores alinhados com os standards europeus, acompanhar a evolução do desempenho e apoiar o processo de reporte de forma mais eficiente e transparente.

Num contexto de crescente exigência regulatória e escrutínio do mercado, o reporte ESG deixa de ser um exercício meramente formal para se tornar um instrumento estratégico de gestão. Empresas que investem desde já em processos, métricas e tecnologia estarão melhor preparadas para cumprir a CSRD, reduzir riscos regulatórios e reforçar a sua posição junto de investidores, parceiros e clientes.

Fontes:
Comissão Europeia – Corporate Sustainability Reporting Directive (CSRD)
EFRAG – European Sustainability Reporting Standards (ESRS)

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